Juros no crédito à habitação em mínimo histórico
Dez 30, 2009 informações
A taxa de juro no crédito à habitação caiu em Novembro para novo mínimo histórico, 2,077%, assim como a prestação média vencida, que se fixou em 256 euros, menos 113 euros que no inicio do ano.
Segundo os dados divulgados hoje pelo INE, a taxa de juro para o conjunto dos contratos de crédito à habitação voltou a atingir novo mínimo histórico em Novembro, tendo caído já 3,899% desde Dezembro de 2008.
A queda da taxa face ao mês de Outubro foi de 0,134%.
Por sua vez, também a prestação média vencida no mês anterior atingiu novo histórico, situando-se nos 256 euros, diminuindo três euros relativamente a Outubro, e menos 113 euros que no inicio do ano (-30,7%).
A diminuição mensal da taxa do conjunto dos contratos em vigor ocorreu em todos os períodos considerados. A queda foi de 0,113%, últimos três meses, 0,108%, últimos seis meses, e 0,138, últimos 12 meses. As taxas fixaram-se em 2,164, 2,087 e 2,077%, respectivamente.
A queda verificou-se em todos os destinos de financiamento: os juros nos contratos para a “aquisição de terreno para construção de habitação” caíram 0,124%, enquanto na “construção de habitação” e na “aquisição de habitação” desceram 0,134% .
As taxas para estes destinos de financiamento fixaram-se nos 1,904%, 2,033 % e 2,087% respectivamente.
O INE explicou ainda que, no total dos contratos de crédito à habitação, em média, as pessoas deviam 55.897 euros, mais 96 euros que em Outubro.
Os contratos para a compra de casa foram os que registaram maior aumento do capital em dívida, que subiu 100 euros face a Outubro, para se situar nos 59.906 euros.
Os créditos para construir casa registaram um aumento do valor médio devido de 40 euros em Novembro, face ao mês anterior, para os 42.334 euros, mas o valor médio a pagar mais alto registou-se nos contratos celebrados para quem comprou terreno para construir casa, fixando-se em Novembro nos 92.709 euros.
Tags: crédito habitação, juros
Taxas de juro nos créditos à habitação caem para novos mínimos
Nov 27, 2009 informações
As taxas de juro implícitas nos contratos de crédito à habitação voltaram a cair, em Outubro, atingindo novos mínimos históricos. A descida destas taxas está a reflectir a queda das taxas Euribor, os indexantes mais usados no crédito à habitação em Portugal.
“Em Outubro de 2009, a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação situou-se em 2,211%, inferior em 0,149 pontos percentuais (p.p.) à registada no mês anterior e menos 3,765 p.p. que no início do ano, correspondendo ao 10º mês consecutivo de redução”, realça o Instituto Nacional de Estatística (INE).
A tendência de queda foi registada no conjunto dos prazos. Os contratos celebrados nos últimos três meses registaram uma descida de 0,094 p.p., para 2,277%, os celebardos nos últimos seis meses reduziram a taxa em 0,120 p.p. para 2,195% e os realizados nos útlimos 12 meses viram os juros recuar 0,142 p.p. para 2,215%.
A descida estendeu-se ainda a todos os destinos de financiamento: aquisição de terreno para construção de habitação, a construção de habitação e a aquisição de habitação.
“No mês de Outubro, o valor médio do capital em dívida no total dos contratos de crédito à habitação em vigor fixou-se em 55.801 euros, mais 90 euros que no mês anterior”, revela a mesma fonte.
“O valor médio do capital em dívida nos contratos de crédito à habitação celebrados nos últimos 3 meses foi de 93.361 euros, correspondendo a uma redução de 793 euros face ao mês anterior. Nos contratos celebrados nos últimos 6 meses registou-se um aumento mensal de 934 euros, para um valor médio de 93.632 euros e nos contratos celebrados nos últimos 12 meses também se verificou um acréscimo, de 487 euros, com o valor médio do capital a situar-se em 91.857 euros”.
“O valor médio da prestação vencida dos contratos em vigor, que se fixou como mínimo de toda a série disponibilizada, situou-se em 259 euros (menos 4 euros que no mês anterior). Desde o início do ano a prestação média reduziu-se em 110 euros, correspondendo a 29,8% do valor de Dezembro de 2008”, adianta o INE.
Tags: crédito habitação, juros, taxas
Regras para amortizar o crédito habitação
Abr 19, 2009 informações
Reembolsar antecipadamente o crédito habitação, o banco pode cobrar-lhe uma taxa. Essa taxa não poderá ser superior a 0.5% se o seu crédito tiver uma taxa de juro variável ou 2% se o crédito tiver uma taxa de juro fixa. Deverá contudo avisar o banco 7 ou 10 dias úteis antes, consoante pretenda amortizar uma parte ou o total da sua dívida.
No caso de pretender amortizar uma parte da dívida, esta amortização dave coincidir com a data de vencimento da prestação. Se o reembolso for motivado por morte, desemprego ou deslocação profissional, então está isento de comissões.
Estas regras são válidas para os novos contratos de crédito e os antigos, para compra, construção e obras em habitação própria e permanente, secundária ou arrendamento e aquisição de terrenos para construir casa própria. Os bancos estão proibidos de cobrar encargos adicionais ou aumentar a comissão para o máximo, nos contratos que prevejam uma percentagem inferior ou a isenção de penalizações.
Poupanças para amortizar
Se tiver algumas poupanças, então, amortizar antecipadamente o crédito da casa é uma boa solução. Isto é válido sobretudo se o seu banco o isentar de comissões (em alguns casos, até 20% ou 25% da dívida). Permite-lhe reduzir a prestação mensal, os juros e o prémio do seguro de vida (que incide sobre a dívida). O peso das comissões bancárias diminuiu, mas continua a ter de fazer contas para saber se vale a pena amortizar a dívida e qual o montante que deve amortizar.
Enquanto tiver rendimentos que lhe permitam deduzir à colecta as despesas com as prestações, não compensa liquidar a dívida de uma só vez. A poupança com a dedução é superior face aos juros que deixaria de pagar caso amortizasse mais. A não ser que pretenda vender a casa ou mudar para um banco com uma taxa anual efectiva (TAE) inferior. No cálculo desta, convém incluir todos os encargos com o crédito no novo banco, como despesas de avaliação e imposto de selo, para saber se a mudança realmente compensa.