• Entrega da casa não chega para pagar a dívida do crédito habitação

    Tanto o PSD como o CDS-PP anunciaram este domingo uma nova proposta para ajudar as famílias que estão em dificuldades com os empréstimos da casa que não conseguem pagar. No entanto, esta proposta representa um passo atrás face à proposta inicial. A diferença é notória, por exemplo, ao nível do regime de dação ou entrega da casa para pagamento da dívida, que neste momento – e ao contrário do que estava dito na primeira proposta – deixa de garantir o pagamento integral do empréstimo, escreve o jornal «Público» esta segunda-feira. Assim sendo, os bancos passam a ter de aceitar a dação em cumprimento – algo até aqui facultativo – e a dívida apenas se extingue pelo valor da avaliação actual do imóvel. A novidade é que a avaliação passa a ser feita por um avaliador independente, alistado na CMVM, e agora o remanescente pode ser pago através de um empréstimo […]

     
  • Novas regras para o crédito habitação

    Em Portugal pode a curto prazo ser criado um enquadramento legal que, tal como acontece em Espanha, permita que a entrega de um imóvel seja suficiente para saldar as dívidas ao banco. O Governo criou um grupo de trabalho que poderá reunir já na próxima semana com vista a analisar esta situação e tentar chegar a um entendimento sobre este tema, de forma a combater os os problemas do incumprimento no crédito à habitação. A criação deste grupo, composto pelos ministérios das Finanças, da Economia e da Justiça, surge após iniciativas de vários partidos com assento parlamentar no sentido da criação de um enquadramento legal para fazer face aos problemas de incumprimento no crédito à habitação que muitas famílias Portuguesas enfrentam. A própria banca também deu sinais de estar empenhada nesse sentido. Actualmente, quando uma família entrega a casa por incapacidade de pagar as prestações, os bancos fazem nova avaliação […]

     
  • Avaliação de casas: os bancos é que ganham

    Quando se compra uma casa, com o recurso a um crédito habitação, é obrigatória a avaliação do imóvel. O problema é que os bancos não deixam que seja o consumidor a escolher quem a entidade que querem que avalie a casa, os bancos impõem as empresas que querem. A Deco, contudo refere que esse direito de escolha deve ser respeitado. «O consumidor paga a avaliação, mas não pode escolher a empresa, ficando sujeito à escolha do banco. Se o crédito não for aprovado e recorrer a outra instituição, será obrigado a pagar nova avaliação», denuncia a DECO, que defende ainda a criação de uma base de dados de peritos certificados, capazes de fazer uma avaliação reconhecida a qualquer imóvel. Para a DECO, isto podia ser garantido com a supervisão do Banco de Portugal ou da Comissão do Mercado de Valores Imobiliários (CMVM). Os consumidores só teriam de escolher uma empresa […]

     
  • 3000 Casas devolvidas aos bancos

    Durante o primeiro semestre deste ano, foram já mais de 3 mil as casas que foram entregues aos bancos. Estes imóveis provêem não só de famílias que são incapazes de suportar a respectiva prestação de crédito à habitação, mas também de alguns promotores imobiliários que, tendo recorrido ao crédito para a construção, não conseguem agora escoar os imóveis, optam por entrega-los à banca. De acordo com dados do Gabinete de Estudos da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), no período foram 3.060 os imóveis entregues em dação em pagamento. Só em Junho, acrescenta a associação, foram cerca de 600, aquele que foi o mês mais negativo desde o inicio do ano. Este continua «a ser um fenómeno transversal ao território nacional, mas naturalmente concentrado nas áreas metropolitanas e grandes centros urbanos», explica a APEMIP. De acordo com as estimativas da associação, ao longo dos seis […]

     
 
 
 

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