Reduza a prestação da sua casa
Abr 14, 2010 informações
Apesar de o custo de vida ter subido nos últimos anos, hoje em dia já não há motivos para que não se recorra a alternativas que facilitem e melhorem o nível de vida, ou simplesmente aliviem os encargos económicos. E, como no caso dos portugueses, os empréstimos para aquisição de habitação são uma das mais elevadas facturas a pagar todos os meses, nada melhor do que receber alguns conselhos que permitem fazer com que a prestação da sua casa baixe. Por isso, leia atentamente as quatro dicas que explicamos em seguida e dê uma folga extra ao seu orçamento mensal.
- Aumente o prazo do empréstimo à habitação, renegociando novos limites para obter prestações mais baixas. Tente elevar o seu contrato para os 50 anos de idade, ou até mesmo para os 80 (limite máximo possível), tendo naturalmente em conta que ao fazer esta alteração pagará um menor valor mensal, mas irá acabar por custear mais juros, uma vez que irá permanecer mais tempo com o empréstimo. No entanto, um bom aumento de prazos poderá levar a que poupe entre 100 e 300 euros por mês, uma soma bastante significativa, sobretudo se tiver uma situação financeira especialmente complicada;
- Solicite a opção de valor residual e ganhe com mensalidades mais baixas. Ao pedir esta alternativa, está a fazer com que uma parte do valor da dívida seja cobrado apenas no final do contrato. Se, por exemplo, estiver em dificuldades económicas, faça um requerimento para que 10 a 30 por cento da quantia do empréstimo seja liquidada na última prestação. Esta acção pode significar uma poupança de até 150 euros, mas cuidado, pois os juros a pagar continuam a ser elevados, já que estes são aplicados ao total da dívida, o que inclui o valor residual que decide amortizar para a última mensalidade;
- Procure diminuir o spread que paga ao banco. Desde há dois anos que estas entidades foram proibidas de cobrar taxas pela renegociação dos contratos, uma vez que estas instituições se aproveitavam das falhas na lei para lucrar indevidamente com custos de serviços supostamente inerentes a alteração dos acordos. O resultado da medida do Banco de Portugal tornou mais simplificados estes processos, que podem levar à poupança de até 150 euros (para diminuições de um ou mais pontos percentuais);
- Amortize sempre que puder o valor da dívida ao banco, porque isso só irá fazer com que vá pagar menos todos os meses. Esta era uma alternativa proibitiva há uns anos atrás, mas desde 2008 que as instituições de crédito viram as suas comissões de amortização limitadas a 0,5 e dois por cento para, respectivamente, empréstimos a taxa variável e taxa fixa. De qualquer forma, informe-se sempre das penalizações aplicadas às amortizações, que pode diferir muito de umas instituições para as outras.
As alternativas enunciadas devem ser efectuadas junto da sua entidade credora e atempadamente. Se esta mostrar resistência, não fique parado e faça simulações em outras instituições bancárias ou de crédito, procurando um serviço que lhe convenha mais. Em caso de problemas, contacte a entidade reguladora do sector ou a DECO e exponha o seu caso. Não se resigne ao que lhe dizem, informe-se dos seus direitos e lute pelas suas finanças. Mais ninguém o fará por si.

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