Novos créditos à habitação perdem benefícios fiscais

Com o objectivo de travar os altos níveis de endividamento das famílias, o Governo quer acabar com os incentivos fiscais à compra de casa. Assim, quem quiser comprar casa nova com recurso ao crédito, perde o direito deduzir no IRS uma parte do que paga em juros e amortizações, como actualmente acontece. Esta medida consta do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), hoje entregue no Parlamento. No texto, o Governo salienta que “tendo em conta o elevado peso do crédito à habitação no total do crédito concedido a particulares (acima de 75%) dever-se-á evitar a existência de incentivos que, no actual quadro de elevado nível de endividamento externo, possam promover o endividamento excessivo das famílias”. Assim, a proposta é acabar com os incentivos apenas para os novos contratos, sendo que os que actualmente existem manterão esses benefícios, mas terão também um corte, já que o Executivo pretende também alargar o tecto às...

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Leasing imobiliário chegou a Portugal

As entidades que outrora facilitavam a aquisição de casa própria, nomeadamente os bancos e entidades financeiras, adoptaram agora uma posição mais defensiva face à crise de que tanto se fala, sobretudo devido ao receio de que o incumprimento dos clientes na liquidação das prestações comprometa a solidez dos seus lucros. O novo rumo daquelas instituições é perfeitamente compreensível mas acarreta um problema para outro sector da economia, o imobiliário. Este e tudo o que lhe está directa e indirectamente associado vai diminuindo o seu volume de negócio, arrastando vários milhares de operários para o desemprego, em consequência da falta de possibilidades que os portugueses têm actualmente para comprar habitação própria. A alternativa às presentes restrições orçamentais passa muitas vezes pelo aluguer, ao invés da aquisição, uma tendência que aumenta na mesma proporção em que os indexantes bolsistas dos créditos para estes bens excedem consecutivamente máximos históricos, numa espiral de encargos crescentes que...

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Euribor vista à lupa (2ª parte)

Que factores influenciam a Euribor? Dado que a Euribor tem como função primária impedir alterações bruscas das taxas dos empréstimos em que se aplica, a sua percentagem em relação ao todo é determinada de acordo com a oscilação entre a oferta e a procura, um mecanismo utilizado muito antes do comité europeu ter decidido criar a taxa única na qual se foca o presente artigo. Porém, existem uma série de agentes externos ao mercado económico-financeiro que podem ditar o nível desta dízima, nomeadamente as circunstâncias sociais, políticas e inclusive a localização geográfica, embora sejam particularmente as duas primeiras que exerçam maior pressão para a subida ou descida da Euribor. Qual é a importância da Euribor Uma vez que a Euribor é uma das fontes de lucro para os bancos nos empréstimos a ela sujeita, o papel que desempenha no sistema financeiro é crucial, podendo fazer disparar os ganhos das instituições e consequente endividamento dos...

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A Euribor vista à lupa

Todos os dias se ouve falar na taxa Euribor e ainda mais agora que Portugal está numa das piores crises financeiras e económicas da sua história. Porém, o seu significado e de que forma pode afectar o mercado, mas acima de tudo o que pode acarretar para clientes que tenham algum tipo de crédito indexado a essa variável bancária, continua a ser um mistério para a grande maioria das pessoas. É exactamente para esclarecer as recorrentes dúvidas quanto à Euribor que foi escrito o presente artigo, no qual serão respondidas as perguntas que surgem habitualmente, seja por mera curiosidade ou por obrigação. Assim, para uma compreensão simples do termo em causa, dispomos as explicações em forma de FAQ online, apresentada por ordem de importância das questões. O que é a Euribor? A sua designação advém da expressão Euro Interbank Offered Rate, ou seja, uma taxa média interbancária do espaço Europeu, uma espécie...

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Deduções no IRS 2010 com empréstimo Habitação

Este ano, quando entregar a declaração de IRS pode poupar mais uma vez na factura fiscal com o crédito habitação. É preciso ter despesas anuais na ordem dos 1.970 euros para garantir a dedução máxima de 591 €. Também os contribuintes com casa arrendada têm os mesmos benefícios. Basta guardar todos os recibos. Este limite de 591 € tem um acréscimo de 10% no caso de ter adquirido imóvel classificado na categoria A ou A+, aumentando a dedução para 650 euros. Esta é uma discriminação positiva para os proprietários de imóveis mais eficientes do ponto de vista ambiental. Os contribuintes podem amortizar na sua factura do IRS até 30% dos juros e amortizações de empréstimos para habitação própria e permanente, se situada no território Nacional ou na União Europeia. No caso dos contribuintes que vivam numa casa arrendada, estes também têm direito a declarar o valor das rendas para efeitos de dedução...

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Prepara-se para pagar mais 15% pela prestação da casa

O Banco Central Europeu avisou esta quinta-feira que os juros podem subir já em Abril, embora haja quem diga que até pode ser mais cedo, os futuros das Euribor dispararam logo e tudo isso pode traduzir-se num aumento da prestação da casa em 15% até ao final do ano. Tendo por base o facto de a Euribor a três meses se fixar em torno dos 2,15% (já que ontem os futuros dispararam e a colocam nesse patamar), o que o subscritor de um crédito à habitação terá de pagar pelo seu empréstimo de 100 mil euros aumenta para 413,56 euros mensais, se estivermos a falar de um prazo de 30 anos com um spread de 0,7%, diz o «Jornal de Negócios». Na prática, trata-se de um aumento de 15% face à mensalidade definida com base na média mensal da Euribor no mês de Fevereiro. 2011 não vai ser fácil para os portugueses,...

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