Prestação média da casa diminui desde o início do ano

A taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação voltou a cair em Agosto, fixando-se o valor médio nos 2,547%, o que representa um novo mínimo histórico, revelou hoje o Instituto Nacional de Estatística. A descida das taxas ligadas ao crédito à habitação ditaram uma redução de 101 euros no valor médio da prestação desde o início do ano, diz o INE.

“Em Agosto de 2009, a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação situou-se em 2,547%, menos 0,223 pontos percentuais que no mês anterior e menos3,430 pp desde o início do ano”, revela hoje o INE em comunicado.

A diminuição dos custos suportados com os juros observou-se em todas as categorias de financiamento para a casa, ou seja, nos contratos relativos à aquisição de terreno para construção de habitação, nos contratos para construção de habitação e ainda na aquisição de habitação. Nestes três domínios, as taxas de juro implícitas caíram, respectivamente, para 2,342%, 2,518% e 2,553%.

A tendência de queda observou-se não só nos contratos de crédito mais antigos, como também nos celebrados nos últimos três meses, sustenta o INE. E abrangeu não só os contratos celebrados no regime geral, cuja taxa de juro implícita foi de 2,439% em Agosto, menos 0,239 pp que no mês anterior) e para 3,065% no Regime Bonificado Total (o que representa uma diminuição de 0,141 pp face a Julho).

Capital em dívida na habitação aumenta

O valor médio do capital em dívida no total dos contratos de crédito à habitaçãoem vigor ascendeu em Agosto a 55.611 euros, mais 88 euros que em Julho, revela o INE.

“O valor médio do capital em dívida dos contratos associados à ‘aquisição de habitação’ foi de 59.607 euros, mais 92 euros que em Junho, enquanto nos contratos para ‘construção de habitação’ foi de 42.209 euros, traduzindo um acréscimo de 40 euros. Aos contratos relativos aAquisição de terreno para construção de habitação, aqueles em que o valor médio do capital em dívida é o mais elevado, correspondeu o valor de 94.166 euros”, afirma o INE.

RE/Max Collection

A Re/Max apresentou na semana passada em Portugal uma nova marca destinada à comercialização de imóveis de luxo, a Re/Max Collection. O objectivo desta nova marca é a comercialização de imóveis de luxo, destinados a clientes também eles especiais.

Actualmente, o segmento de luxo representa cerca de 2% do volume de transacções da rede Re/Max valendo, no entanto, cerca de 16% do volume de negócios transaccionados pela Re/ Max. Em 2008, a Re/Max apresentou um volume de negócios de 1,2 milhões de euros, tendo comercializado 22 mil imóveis. Foram transaccionados 367 imóveis de luxo, no valor de 192 milhões de euros.

O objectivo da Re/Max é, até 2011, elevar para 20% a participação deste segmento no volume total de negócios da empresa e aumentar para 5% a sua participação em termos de número total de transacções realizadas, acompanhando o crescimento do segmento.

De acordo com dados do International Realty Group e da Prime Yeld, o mercado de luxo cresceu nos últimos dois anos cerca de 8%, representando aproximadamente 2% do número de transacções imobiliárias realizadas em Portugal.

A Re/Max Collection, que representa o investimento de um milhão de euros, foi lançada durante a 12ª edição do Salão Imobiliário de Portugal (SIL). Este investimento inclui a criação de ferramentas de marketing específicas, a formação de uma equipa de profissionais especializados neste nicho de mercado e ainda a adopção de uma nova forma de trabalhar e comercializar este segmento. Segundo comunicado de imprensa, a Re/Max conta actualmente com 50 agentes certificados, número que até final do ano deverá ascender a 150.

“Existe uma diferença entre mercado de luxo e imóveis caros” refere a Re/Max em comunicado, com base na sua experiência de 36 anos no mercado imobiliário a nível mundial.

Segundo a empresa “é a forma de trabalhar este mercado que o diferencia e determina a concretização de vendas”, um modo de operar que inclui “discrição, tratamento especial, utilização de carteiras de clientes com perfis ajustados”, entre outros aspectos.

A Re/Max Collection é uma marca internacional que já é trabalhada noutros países, explica Manuel Alvarez, presidente executivo da Re/Max Portugal, que acrescenta ser “cada vez mais frequente a realização deste tipo de negócios com clientes estrangeiros”.

Prestações dos créditos habitação descem

As taxas Euribor apresentam-se mais uma vez em mínimos históricos. Com a evolução da quedas das taxas Euribor, que têm vindo a acontecer de forma sistemática nos últimos meses, vão provocar novas descidas nas prestações do crédito habitação.

A média mensal da taxa Euribor a três meses fixou-se nos 0-860%, o valor mais baixo de sempre negociado por esta taxa. A este valor, um empréstimo de 100 mil Euros a 30 anos e com um spread de 0,7% corrsponde uma prestação de 348€, menos 18,47 Euros do que o valor actual.

Mas as boas notícias não são apenas para as famílias com empréstimos indexados à Euribor a três meses que beneficiam dos juros historicamente baixos. As taxas em todos os prazos estão a cair para níveis nunca vistos.

As famílias que têm empréstimos indexados à taxa a seis meses, que por sinal é o mais utilizado em Portugal, vão também beneficiar de uma média mensal de 1,115%. Para o exemplo do crédito referido anteriormente, o valor corresponde a uma prestação de 360,44 Euros, menos 46,95 Euros que o valor actual.

As famílias com o empréstimo indexado à Euribor a 12 meses, a prestação deverá baixar 229,41 Euros por mês. A média mensal desta taxa caiu em Agosto para os 1,334%, o que comprar com os 5,323% registados em Agosto de 2008.

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