Quando se compra uma casa, com o recurso a um crédito habitação, é obrigatória a avaliação do imóvel. O problema é que os bancos não deixam que seja o consumidor a escolher quem a entidade que querem que avalie a casa, os bancos impõem as empresas que querem. A Deco, contudo refere que esse direito de escolha deve ser respeitado.

«O consumidor paga a avaliação, mas não pode escolher a empresa, ficando sujeito à escolha do banco. Se o crédito não for aprovado e recorrer a outra instituição, será obrigado a pagar nova avaliação», denuncia a DECO, que defende ainda a criação de uma base de dados de peritos certificados, capazes de fazer uma avaliação reconhecida a qualquer imóvel.

Para a DECO, isto podia ser garantido com a supervisão do Banco de Portugal ou da Comissão do Mercado de Valores Imobiliários (CMVM). Os consumidores só teriam de escolher uma empresa e apresentar o resultado da avaliação em qualquer banco.

Tal como está agora, quem ganha são os bancos, que estão a fazer negócio com a própria avaliação. Sabe-se que o valor pago pelos bancos às avaliadoras, que ronda os 85€ é menos de metade do cobrado pelos bancos aos particulares, sendo que o banco ganha uma fatia importante.

Um outro formato evitaria também que a mesma avaliação pudesse ser usada para qualquer banco.

Os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística, conhecidos precisamente esta segunda-feira, mostram que as casas estão a valer cada vez menos e que, pelo contrário, os juros cobrados no crédito à habitação sobem há 12 meses consecutivos.

 

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